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Hospital Santa Cruz, através da Comissão Interna
de Transplantes - CIT, juntamente com o Lions Clube Santa Cruz
do Sul Centro lançaram a acampanha de sensibilização
sobre a doação de Órgãos. Confira as
informações de como ser um doador.
O que é transplante?
É um procedimento cirúrgico que consiste na reposição
de um órgão (coração, pulmão, rim,
pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos,
córneas...) de uma pessoa doente (RECEPTOR) por outro órgão
ou tecido normal de um DOADOR, vivo ou morto. O transplante é
um tratamento que pode salvar e/ou melhorar a qualidade de vida de
muitas pessoas.
O que acontece depois de autorizada
a doação?
Desde que haja receptores compatíveis, a retirada dos órgãos
é realizada por várias equipes de cirurgiões,
cada qual especializada em um determinado órgão. O corpo
é liberado após, no máximo, 48 horas.
Por que existe poucos
doadores? Temos medo de doar?
É uma das razões, porque temos medo da morte e não
queremos nos preocupar com este tema em vida. É muito mais
cômodo não pensarmos sobre isso, seja porque "não
acontece comigo ou com a minha família" ou "isso
só acontece com os outros e eles que decidam".
Quero ser doador. O que devo fazer?
Todos nós somos doadores, desde que a nossa familia autorize.
Portanto, a atitude mais importante é comunicar para a sua
família o seu desejo de ser doador.
Quero ser doador. A minha religião
permite?
Todas as religiões têm em comum os princípios
da solidariedade e do amor ao próximo que caracterizam o ato
de doar. Todas as religiões deixam a critério dos seus
seguidores a decisão de serem ou não doadores de órgãos.
Veja a posição de algumas:
Judaico - Nada mais Judaico do que salvar uma vida
Anglicana - Doação de órgãos, um ato de
amor a serviço da vida
Católica Romana
Umbanda e Cultos Afro-brasileiros
Doutrina Espírita
Quando podemos doar?
A doação de órgãos como rim, parte do
fígado e da medula óssea pode ser eita em vida. Em geral,
nos tornamos doadores em situação de morte encefálica
e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos.
O que é morte encefálica?
Morte encefálica é a parada definitiva e irreversível
do encéfalo (cérebro e tronco cerebral), provocando
em poucos minutos a falência de todo o organismo. É a
morte propriamente dita. No diagnóstico de morte encefálica,
primeiro são feitos testes neurológicos clínicos,
os quais são repetidos seis horas após. Depois dessas
avaliações, é realizado um exame complementar
(um eletroencefalograma ou uma arteriografia).
Uma pessoa em coma também pode
ser doadora?
Não. Coma é um estado reversível. Morte encefálica,
como o próprio nome sugere, não. Uma pessoa somente
torna-se potencial doadora após o correto diagnóstico
de morte encefálica e da autorização dos familiares
para a retirada dos órgãos.
Como o corpo é mantido após
a morte encefálica?
O coração bate às custas de medicamentos, o pulmão
funciona com a ajuda de aparelhos e o corpo continua sendo alimentado
por via endovenosa.
Como proceder para doar?
Um familiar pode manifestar o desejo de doar os órgãos.
A decisão pode ser dada aos médicos, ao hospital ou
à pessoa mais próxima.
Quem paga os procedimentos de doação?
A família não paga pelos procedimentos de manutenção
do potencial doador, nem pela retirada dos órgãos. Existe
cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para isso.
Quem pode e quem não pode ser
doador?
A doação pressupõe critérios mínimos
de seleção. Idade, o diagnóstico que levou à
morte clínica e tipo sangüíneo são itens
estudados do provável doador para saber se há receptor
compatível. Não existe restrição absoluta
à doação de órgãos a não
ser para aidéticos e pessoas com doenças infecciosas
ativas.
Em geral, fumantes não são doadores de pulmão.
Quem recebe os órgãos
doados?
Testes laboratoriais confirmam a compatibilidade entre doador e receptores.
Após os exames, a triagem é feita com base em critérios
como tempo de espera e urgência do procedimento.
Quantas partes do corpo podem ser aproveitadas
para transplante?
O mais freqüente: 2 rins, 2 pulmões, coração,
fígado e pâncreas, 2 córneas, 3 válvulas
cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem costal, crista
ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da patela,
ossos longos, fascia lata, veia safena, pele. Mais recentemente foram
realizados transplantes de uma mão completa. Um único
doador tem a chance de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de
pelo menos 25 pessoas.
Podemos escolher o receptor?
Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este
será sempre indicado pela Central de Transplantes. A não
ser no caso de doação em vida.
Quem são beneficiados com os
transplantes?
Milhares de pessoas, inclusive crianças, todos os anos, contraem
doenças cujo único tratamento é um transplante.
A espera por um doador, que muitas vezes não aparece, é
dramática e adoece também um círculo grande de
pessoas da família e de amigos.
Existe algum conflito de interesse entre
os atos de salvar a vida de um potencial doador e o da retirada dos
órgãos para transplante?
Absolutamente não. A retirada dos órgãos para
transplante somente é considerada depois da morte, quando todos
os esforços para salvar a vida de uma pessoa tenham sido realizados.
Qual a chance de sucesso de um transplante?
É alta. Mas muita coisa depende de particularidades
pessoais, o que impede uma resposta mais precisa. Existe no Brasil
pessoas que fizeram transplante de rim, por exemplo, há mais
de 30 anos, tiveram filhos e levam uma vida normal.
Quais os riscos e até que ponto
um transplante interfere na vida de uma pessoa?
Além dos riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte, os
principais problemas são infecção e rejeição.
Para controlar esses efeitos o tranplantado usa medicamentos pelo
resto da vida. Transplante não é cura, mas um tratamento
que pode prolongar a vida com muito melhor qualidade.
Quanto custa um transplante e quem paga?
Mais de 90% das cirurgias são feitas pelo SUS. A maioria dos
planos de saúde não cobre este tipo de tratamento. O
custo pode variar entre R$ 5.000,00 e R$ 60.000,00.
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